Giro caleidoscópico

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Suaves Dizeres

Uma imagem surge no instante em que meus olhos se abrem. Vejo através da janela alguns pássaros voando bem próximos e percebo na mata o vento balançando árvores. O sol ainda conta com seus tímidos poderes matinais, porém confiante no propósito de irradiar sua luz a todos que possam sabê-lo. O dia amanhece na cidade santa, os espaços urbanos começam a ser tomados pelos carros, pelos transeuntes, bicicletas e motos delimitam áreas nas ruas. As calçadas se vêem lotadas de gente a espera de condução e por tantos passos firmes. O movimento é intenso, amiúde ele cresce e se espalha pelos túneis, avenidas e viadutos. A cidade caminha em diversas direções. Aglomera-se junto ao centro o trânsito de pedestres, na periferia o êxodo conclui o seu objetivo. Vazia, vai tecendo as tramas do silêncio diurno, barulho sumindo com o tempo, horários cumpridos com zêlo. Da janela, ar fresco que a lua flertou, ainda o vidro orvalhado escorrendo suas lágrimas de alvorada, detalhes que a mente apressada deixou escapar.
É manhã, é a parte do dia onde se aceleram os compromissos, do limiar de uma aurora fria que a fumaça de um café vem para abortar. Sol fraco, mas não monotonia.

continua...